O Seminário de Cidadania, Democracia e Direitos Humanos é um evento que acontece anualmente na Universidade Estadual de Alagoas. Tem por objetivo propor a discussão em torno dos temas centrais (cidadania, democracia e direitos humanos) em sincronia com seus subtemas. Esse ano, nosso subtema será "BIO-NECROPOLÍTICAS, POLÍTICAS DE VIDA E MORTE NO BRASIL CONTEMPORÂNEO" políticas que ocorrem sob a tutela do estado.
Dentro de uma perspectiva mais microssocial, cabe-nos discutir "quais são os sujeitos que têm sido sistematicamente atingidos por essas políticas, e quais as formas de resistências contra esses discursos que constituem vidas precárias (como afirma Butler).
O conceito de necropolítica foi criado por Mbembe, descrito na sua obra "Necropolítica", onde ele explica que a expressão máxima do estabelecimento da soberania, dar-se por ditar quem vive e quem morre, ou seja, a instituição do controle sobre a mortalidade. Ademais, a soberania seria uma espécie de "instrumentalização generalizada da existência humana e a destruição material de corpos humanos e populações.", essa concepção é herdada de Foucault, que em seu livro "História da Sexualidade: Vontade de Saber", no capítulo: "Direito de morte e poder sobre a vida" que relata a "explosão de técnicas numerosas e diversas para obter a subjugação dos corpos e o controle de populações", como Medicina, Demografia, Psicologia... Discursos que regularizam e disciplinam os corpos (dóceis).
Utiliza-se dos conceito de Necropolítica e Biopolítica para retratar a atuação do estado e, por consequência, quais dentre os seus sujeitos docilizados e grupos irão viver e morrer, quais corpos importam, ou não para o biopoder?