ENANPARQ 9: Em tempos de múltiplas crises: novas epistemes em Arquitetura, Cidade e Objeto

ENANPARQ 9: Em tempos de múltiplas crises: novas epistemes em Arquitetura, Cidade e Objeto

presencial Escola de Arquitetura - UFMG - Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil

SOBRE O EVENTO

Num contexto de crise múltipla, pensar apenas a contenção não é possível. Para quem trabalha na produção do ambiente construído, é necessário  considerar que  interações e interdependências adquiriram, mais que nunca,  importância central. Arquitetos, Designers e Planejadores,  todos precisamos  olhar a  crise como parte de uma cadeia de acontecimentos  complexa em que as soluções propostas dão origem a novos problemas. O mundo sujeito à policrise não é estático, está vivo: a sua crise modifica o ambiente, e o ambiente modifica os termos da crise.

Adam Tooze, historiador britânico, recuperou o termo Policrise, de Edgar Morin, no final de 2021 e seu uso se generalizou após o início da guerra na Ucrânia, tendo inclusive se  tornado tema de abertura do debate no  Fórum Econômico Mundial de Davos.


 “Na policrise, os choques são díspares, mas interagem entre si, de modo que o todo se afigura maior do que a soma das partes….O que torna as crises dos últimos quinze anos tão desastrosas é que já não parece plausível apontar para uma causa única e, consequentemente, uma solução única” (Adam Tooze…).


Edgar Morin definiu, ainda na década de 1970, a policrise como uma situação em que “crises interligadas e sobrepostas” assumem a forma de um “complexo interdependente de problemas, antagonismos, crises e processos incontroláveis” que formam “a crise geral do planeta”(Morin, …).

Há um sentido de urgência que não pode ser subestimado. Covid-19 e a crise sanitária   que suscitou intervenção pública massiva; conflitos bélicos se estendendo no tempo, Ucrânia, Gaza;  catástrofe climática, crise ecológica – tornaram os contextos social,  geopolítico e econômico ainda mais complexos de gerenciar.

Trata-se, de fato, de buscar, sem demora, modos de superar a intensificação de processos como o aquecimento global, como a recorrência de fenômenos climáticos extremos, como a destruição acelerada da biodiversidade, da desertificação, do comprometimento dos recursos hídricos, entre outras graves manifestações de uma crise, que sendo chamada de ambiental, não pode induzir a que se pense que se restringe a “fenômenos naturais”, que suas implicações impactam o conjunto da vida social do planeta, em sentido catastrófico e pluridimensional. Com efeito, sem dramatizar o que é hoje de amplo conhecimento e contundente efetividade, o que está em jogo hoje é a própria sobrevivência da vida humana. 

Nos dias atuais, quando podemos falar tanto de uma urbanização planetária quanto da urgência de resgatar a natureza no processo de urbanização, exige-se investigar as possibilidades de continuidade e  de transformação da vida urbana em todas as suas escalas. 

Por um lado, é preciso pensar a relação de interdependência entre cidade e natureza; há um imperativo ecológico que agora encontra seu sentido no atual estágio do desenvolvimento urbano ao redor do planeta mas, muito singularmente, nas configurações das imensas áreas metropolitanas, de que o Brasil é exemplo bem acabado.

Quando o impacto das cidades sobre o meio ambiente local e global provoca uma consciência de crise;  quando a vulnerabilidade climática se torna um importante  indicador de desigualdades sociais cada vez mais politizadas, a consequência urbana é explícita.

É preciso aprender a restabelecer profundamente os vínculos do pensamento arquitetônico  e urbano com os bens e recursos ambientais, refletindo sobre os complexos fluxos metabólicos entre sociedade e natureza. Pensar a produção e o uso da cidade em necessária conjugação com a natureza  implica investigar as condições do habitat coletivo, para compreender suas dinâmicas, conhecer os riscos a que este estará submetido a cada vez mais para saber mitigar as catástrofes.

E, estrategicamente, uma investigação transdisciplinar sobre a interação de cidade e natureza deve ter como meta  o aprendizado da variedade que constitui a vida urbana  - cidades reúnem os mundos humano e não-humano; podem ser densas, extensas, se organizar em torno de características urbano-rurais, bem como dar visibilidade à natureza contida e submersa na cidade, resgatando-a e dela tornando-se parte com vistas a desenhar perspectivas de futuros mais promissores. 

De outro lado, cidade e crise -  as desigualdades socioespaciais vem se aprofundando e solapando de forma inaceitável a construção de alternativas de inserção para uma parte significativa da população. Compreender as novas formas de constituição das estruturas de poder, suas várias manifestações territorializadas, formais e informais, instituídas e paralelas, constitui um esforço essencial para (re)construir o lugar do comum, do coletivo, da insurgência e da autonomia, com vistas a uma praxis urbana democrática e inclusiva.

Significa pensar também a relação entre a urbanização em relação aos processos de digitalização e neoliberalização, com implicações como polarização política assimétrica, erosão da comunidade política, crise das democracias representativas liberais, e o ressurgimento de formas autoritárias de gestão da vida social.

Afinal, uma reflexão feita pelos campos de Arquitetura, Urbanismo e Design,  organizada em torno de natureza e crise quando vividas desde a cidade está, precisamente, ocupada com o futuro. Filosoficamente, está em jogo, por meio da cidade, o limite de uma determinada história material - o uso do mundo. 

Desde a primeira modernidade ocidental, que determinou sociedades cada vez mais urbanas, vivemos essa expectativa de futuro que afinal chegou, para um modelo que, talvez, agora se apresente em seus últimos desdobramentos, uma vez que tudo aquilo que foi nossos instrumentos de conquista e aprimoramento no uso do solo, nossa relação coletiva com objetos, artefatos e indústria, parece demandar um novo horizonte de possibilidades.

Num contexto de mudanças sociais e de complexo cenário político global, em que  os marcos de uma série de acontecimentos apontam a desintegração da ordem liberal, parece crucial indagar até que ponto a ideia consolidada e tradicional de  desenvolvimento urbano pode ser flexionada com uma nova ordem mundial em que se considere a limitação do crescimento incontrolado da economia.

A cidade requer uma visão transdisciplinar, em termos tanto teórico-metodológicos quanto de práticas sociais, que merecem aprofundamento de reflexões, análises e propostas. Ou seja, para além da agregação de abordagens disciplinares ou tratamento funcionais e técnicos, o espaço socialmente produzido exige para sua análise e planejamento, uma perspectiva múltipla e integrada, com  a integração das dimensões econômica, social, política, ambiental, espacial associadas às diversas disciplinas, e às políticas públicas setoriais 

Acrescente-se a isto as preocupações com a natureza do desenvolvimento econômico, seus necessários limites e suas repercussões ambientais e sociais. São transformações profundas que passam a exigir novos aportes teórico-metodológicos tanto para sua análise quanto para a identificação de formas de planejamento e de regulação urbano-ambiental que sejam capazes de contribuir para o desenvolvimento nacional mais autônomo e para o equacionamento e solução das consequências socioespaciais perversas dessas transformações. 

Deve-se ainda levar em conta que o momento do planejamento tecnocrático baseado apenas no saber técnico-científico, uma herança do iluminismo, já passou. Novos saberes da vida cotidiana precisam ser levados em conta nas análises dos ambientes urbano, regional e natural. É necessário que se aprofunde a reflexão sobre estas questões de uma forma ao mesmo tempo transdisciplinar e voltada ao entendimento das especificidades. 

EIXOS TEMÁTICOS

Trazer este tema ao centro das discussões é nossa aposta numa articulação ampla entre abordagens que envolvem as várias escalas de reflexão, produção e usos do ambiente construído. Pensar nosso campo de atuação num tempo de policrise exige olhar com atenção para as areas de atuacao em que esse campo se desdobra:


1. Ensino de projeto, práticas e métodos: O eixo propõe-se a identificar o estado da arte da reflexão sobre o campo disciplinar e ser um espaço crítico de reflexão sobre as transformações nos modos de ensinar, aprender e fazer arquitetura e urbanismo. Em um cenário marcado pela aceleração tecnológica e pela necessidade de respostas éticas e socioambientais, busca-se, também, discutir o projeto não apenas como resultado, mas como um instrumento de pensamento e debate fundamental para a construção da realidade. Espera-se acolher pesquisas e relatos de experiência que investiguem a prática e a renovação do ensino de projeto em suas diversas escalas, abrangendo processos pedagógicos, reflexões sobre ateliês, workshops e práticas de interação orgânica entre universidade e sociedade. Além disso, diante da consolidação de ferramentas digitais avançadas e da inteligência artificial, o eixo incentiva o debate sobre a evolução das técnicas digitais de representação e modelagem, confrontando-as com o saber fazer dos processos tradicionais, o uso racional e social das tecnologias para a implementação de ambientes sustentáveis, não poluentes e inclusivos e a formação de um profissional engajado, capaz de atuar nos limiares entre o atelier e o campo profissional, respondendo às demandas de uma "nova agenda urbana" global. Em suma, convida professores, estudantes e profissionais a compartilharem investigações que revigorem o sentido do projetar, buscando compreender os impasses e as novas prioridades e diretrizes que moldarão a arquitetura e o urbanismo nos próximos anos.


2. Teoria e crítica: campos de conhecimento em transformação: Teoria e crítica de arquitetura são, historicamente, um âmbito decisivo para compreender  mecanismos e lógicas de produção e difusão da arquitetura, tanto em termos de sua configuração material quanto em  seus arranjos sócio históricos,  seu alcance público e sua consolidação numa sociedade. Se às teorias arquiteturais cabe a proposição de modos de atuação projetual, o estabelecimento de repertórios e arranjos conceituais, a crítica tem reiterada sua responsabilidade em elaborar hipóteses e perspectivas de futuro para os espaços produzidos. Este eixo  acolherá pesquisas, registros e relatos de investigações  sobre: produção, difusão e recepção da arquitetura,  fenômenos e práxis urbanas, arquivos e acervos de projetos em seus recortes documental, geográfico e técnico. Espera-se receber trabalhos que abordem a pluralidade e os desdobramentos do vocabulário  conceitual  vigente, bem como a análise crítica da continuidade e da transformação da vida urbana em todas as suas escalas.


3. Arte, História e patrimônio: métodos, ensino e perspectivas de atuação: Pensar as articulações entre a Arte, a História e o Patrimônio frente às crises múltiplas impostas pela contemporaneidade exige refletir sobre a natureza dessas disciplinas frente ao universo da Arquitetura, do Urbanismo, da Paisagem e do Design, como estratégia de renovação e, sobretudo, fortalecimento desses campos de conhecimento na constituição de objetos em variadas escalas. Trata-se de considerar o papel fundante da Arte, da História e do Patrimônio na construção de posturas críticas que orientem a produção na atualidade. Do mesmo modo, trata-se de lançar novas luzes sobre temas recorrentes, utilizando do novo desenho epistemológico para revigorar o campo de conhecimento.


4. Planejamento e praxis socioespaciais: Considerando o tema desta edição do ENANPARQ 9, esta subárea pretende acolher discussões em torno dos conflitos e crises inerentes às cidades, tendo como pressuposto que o planejamento é um campo de disputa que pode atuar para diminuir ou acentuar desigualdades e que a práxis vem desafiando a formalidade e a mercadologia dominantes. Diante disso, propõe-se pensar o planejamento e a práxis socioespacial como um campo interligado entre a dimensão técnica e de ordenação do território e a dimensão da ação tática e transformadora dos sujeitos sobre o espaço. Essa relação dialética e historicamente construída evidencia tanto ações da ordem da sobrevivência, quanto ações contra-hegemônicas que tensionam as estruturas de poder e sinalizam outras possibilidades e formas de se fazer cidade.


5. Paisagem e ambiente: experiência, projeto, ensino e pesquisa: A paisagem é um campo abrangente e multidisciplinar, com ampla interface com as artes, a arquitetura, a ecologia, o urbanismo, entre outras áreas. Como expressão sensível da experiência ambiental, seus estudos permitem diagnosticar e propor estratégias diante das múltiplas crises que tensionam os territórios urbanos e naturais. Este eixo temático acolhe discussões sobre: os fundamentos teóricos, filosóficos e epistemológicos da paisagem, bem como suas relações com a arte, a ciência e o patrimônio; as narrativas paisagísticas e ambientais; as dinâmicas histórico-socioeconômicas das relações entre sociedade e natureza; os estudos da paisagem em territórios de populações e grupos em situação de vulnerabilidade; as experiências inovadoras em ensino, pesquisa e extensão; os debates sobre legislação, gestão e proteção das paisagens; o planejamento, o projeto e as tecnologias de intervenção, especialmente aquelas voltadas à restauração ecológica, à promoção da justiça socioambiental e ao enfrentamento das mudanças climáticas, entre outras questões emergentes do campo.


6. Tecnologias e processos: Este eixo propõe uma reflexão crítica sobre tecnologias e processos na arquitetura e urbanismo, deslocando o olhar da eficiência produtivista para a tecnologia como mediadora de relações sociais e espaciais. Interessa-nos o potencial de ferramentas digitais e materiais nas concepções de projeto e na qualificação do habitat. O eixo acolhe pesquisas sobre soberania tecnológica e autonomia nos processos de concepção, explorando como a apropriação crítica de ferramentas, do código aberto à automação, pode tensionar lógicas hegemônicas e ampliar a agência frente às demandas contemporâneas. Abordam-se discussões teóricas e técnicas sobre o uso ético de dados, a integridade de fluxos computacionais e o papel dos algoritmos na reconfiguração do saber-fazer arquitetônico. Debate-se a técnica não como fim em si, mas como um processo político e epistemológico capaz de transformar a produção do espaço em direção a futuros mais equitativos e tecnicamente fundamentados.


7. Vulnerabilidades socioambientais e catástrofe climática: As vulnerabilidades socioambientais resultam de processos históricos de segregação sócio-espacial. Além das contradições e perversidades da urbanização convencional, a desigualdade embutida forçou populações vulneráveis para áreas impróprias à ocupação, superpondo vulnerabilidade social e injustiça ambiental. Com as mudanças climáticas, o modelo hegemônico de urbanização formal é questionado e o passivo social e ambiental que caracteriza os assentamentos informais é intensificado, exigindo estratégias de adaptação que reduzam vulnerabilidades e aumentem a resiliência dos assentamentos humanos. Modelos de urbanização de baixo impacto, infraestrutura verde, soluções baseadas na natureza, instrumentos de política urbana para adaptação climática são experiências de planejamento e projeto a serem disseminadas. Estratégias adaptativas autoconstruídas e práticas sociais de maior equilíbrio e sintonia com a natureza precisam ser valorizadas, inspirando projetos e políticas públicas inclusivas. O eixo busca trabalhos que articulem planejamento e políticas urbano-ambientais com estratégias de mitigação e adaptação climática, prevenção e redução de riscos, e outros temas aqui embutidos.


8. Interfaces transescalares arquitetura urbana e design: A arquitetura urbana projeta, planeja e lida com aspectos da macroestrutura das cidades, enquanto o design, com foco no usuário e suas interfaces com o ambiente, intervém nas microestruturas do tecido urbano. O design tem grande potencial de desenvolver ações eficientes em projetos de melhoria das experiências humanas, contribuindo com a melhoria de uso do ambiente urbano através de projetos de objetos, de comunicação e desenvolvimento de identidade visual, de ambientes e atuando na concepção urbana com os métodos de investigação e compreensão das necessidades dos usuários. O eixo busca trabalhos que demonstrem a aplicação do design e sua interação com arquitetura urbana como mecanismo de potencializar resultados de projetos urbanos incluindo design de produtos, ambientes, mobiliário urbano e de experiência do usuário, integração de tecnologias para sistemas de informação, sinalização, ações de design e inovação social, métodos, técnicas e práticas projetuais que potencializam a interface das duas áreas.

INSCRIÇÕES

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ORIENTAÇÕES PARA SUBMISSÃO DE COMUNICAÇÃO

As Comunicações deverão ser compostas por trabalhos que retratem pesquisas, projetos de extensão e/ou projetos de ensino, cujos temas estejam em consonância com os eixos temáticos do ENANPARQ 9.

Cada Comunicação poderá ser composta por um até cinco autores, apresentando inicialmente um resumo expandido. Após a realização do evento, os trabalhos aprovados e apresentados serão publicados como artigos completos nos anais.

A submissão do resumo expandido deverá ser realizada exclusivamente por meio da plataforma oficial, dentro do prazo estabelecido no cronograma, conforme o modelo (template) oficial disponibilizado pela organização no site do evento .

O texto deverá conter até 2.000 palavras, desconsiderando as referências bibliográficas, e possuir no máximo 8 (oito) páginas. A formatação deverá seguir os seguintes parâmetros: fonte Calibri, tamanho 11, espaçamento entre linhas 1, espaçamento entre parágrafos 6, alinhamento justificado. O resumo deverá apresentar título em português e em inglês. A revisão ortográfica e gramatical é de responsabilidade do proponente e dos autores.

O processo de seleção será realizado por avaliação às cegas. Dessa forma, o arquivo enviado (em formato pdf) não poderá conter quaisquer informações que permitam a identificação do(s) autor(es). 

Os trabalhos serão avaliados pelo Comitê Científico, considerando os seguintes critérios:

- consistência teórico-metodológica;

- clareza na argumentação e na exposição;

- relevância do tema;

- contribuição para o desenvolvimento científico;

- aderência a um dos eixos temáticos do evento;

- respeito às normas de apresentação do resumo expandido.

A submissão implica a concordância dos autores com as normas do evento. A publicação dos trabalhos completos nos anais estará condicionada à rigorosa adequação às normas de apresentação (disponíveis no site do evento), bem como à apresentação do trabalho no evento, e à efetivação do pagamento da inscrição.

Envio de resumos: até 15 de junho de 2026. Cada autor poderá participar de até 3 (três) comunicações, em coautoria ou não, e até 3 (três) simpósios temáticos, sendo 01 como proponente e 02 como membro.

Resultado da seleção: Os resultados das avaliações serão divulgados em fluxo contínuo, até o dia 26/07.

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ORIENTAÇÕES PARA SUBMISSÃO DE SIMPÓSIOS TEMÁTICOS

Os Simpósios Temáticos deverão ser compostos por propostas que promovam o diálogo entre pesquisadores de diferentes instituições, contemplando, obrigatoriamente, a participação de ao menos três instituições distintas e de, no mínimo, duas regiões do país, em consonância com os eixos temáticos do ENANPARQ 9.

Cada Simpósio Temático deverá ser coordenado por até dois proponentes e composto por no mínimo quatro e no máximo cinco exposições orais (trabalhos). Cada trabalho poderá ter até três autores e deverá estar articulado a um conjunto de reflexões teórico-metodológicas e conceituais alinhadas aos eixos do evento e do simpósio temático ao qual está associado.

Para a submissão, um dos coordenadores deverá encaminhar a Proposta Geral do Simpósio Temático, contendo:

  • identificação dos integrantes do simpósio;

  • descrição da proposta que integre as diferentes abordagens presentes nos trabalhos propostos;

  • resumo expandido dos trabalhos propostos.

Os textos de descrição das propostas e de cada um dos trabalhos deverão conter, individualmente, até 1.000 palavras, desconsiderando as referências bibliográficas, e possuir no máximo 8 (oito) páginas cada um. A formatação deverá seguir os seguintes parâmetros: fonte Calibri, tamanho 11, espaçamento entre linhas 1, espaçamento entre parágrafos 6, alinhamento justificado. A revisão ortográfica e gramatical é de responsabilidade do proponente e dos autores.

Poderão compor o simpósio pesquisadores, professores e pós-graduandos (nível Mestrado ou Doutorado), sendo obrigatório que o(s) coordenador(es) possua(m) titulação mínima de Mestre. Os coordenadores de Simpósio Temático poderão atuar como autores e apresentadores de um dos trabalhos do seu próprio simpósio, e participar de até mais dois Simpósios Temáticos como membros. Os demais participantes poderão integrar até dois Simpósios Temáticos, na condição de não coordenadores.

Compete ao(s) coordenador(es) a interlocução com os membros do grupo, bem como a responsabilidade pelo envio da proposta (site do evento) dentro do prazo estabelecido no cronograma.

O processo de seleção será realizado por avaliação às cegas. Dessa forma, o coordenador deverá submeter dois arquivos (ambos em formato pdf): o primeiro, completo, uma vez que os Simpósios Temáticos aprovados serão publicados exatamente conforme submetidos; e o segundo, sem quaisquer informações que permitam a identificação dos coordenadores ou autores, para a distribuição aos avaliadores.

As propostas serão avaliadas pelo Comitê Científico, considerando os seguintes critérios:

- consistência teórico-metodológica;

- clareza na argumentação e na exposição;

- relevância do tema;

- contribuição para o desenvolvimento científico;

- aderência a um dos eixos temáticos do evento;

- respeito às normas de apresentação do resumo expandido.

A submissão implica a concordância do(s) coordenador(es) e autores com as normas do evento. A publicação do Simpósio Temático nos anais estará condicionada à rigorosa adequação às normas de apresentação (disponíveis no site do evento), bem como à apresentação do Simpósio Temático no evento, e à efetivação do pagamento da inscrição por todos os integrantes.

Envio de resumos: até 15 de junho de 2026. Cada autor poderá participar de até 3 (três) comunicações, em coautoria ou não, e até 3 (três) simpósios temáticos, sendo 01 como proponente e 02 como membro.

Resultado da seleção: Os resultados das avaliações serão divulgados em fluxo contínuo, até o dia 26/07.

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SUBMISSÕES

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AGENDA

Envio de resumos: até 15 de junho de 2026

Resultado da seleção: até 26 de julho de 2026

Realização do evento: 19 a 23 de outubro de 2026

Oficinas: 17 e 18 de outubro de 2026

CRONOGRAMA

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COMISSÕES CIENTÍFICA E DE ORGANIZAÇÃO

ORGANIZAÇÃO

Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo (NPGAU/EAUFMG)


COMISSÃO ORGANIZADORA

Vanessa Borges Brasileiro

Rita de Cássia Lucena Velloso

Altamiro Sergio Mol Bessa

Celina Borges Lemos

Arlete Soares de Oliveira

Carla Viviane da Silva Angelo

Valéria Savia Tomé França

 

COMISSÃO CIENTÍFICA

Adriana Araújo Portella

UFPel

Adriane Shibata Santos

PPG-Design/Univille

Altamiro Sergio Mol Bessa

NPGAU/EAUFMG

Amíria Bezerra Brasil

PPG/ FAU UFRN

Ana Aparecida Barbosa Pereira

PPGAU - FAU/UFJF

Anderson Kazuo Nakano

UNIFESP

André Guilherme Dornelles Dangelo

NPGAU/EAUFMG

Andrea Queiroz da Silva Fonseca Rego

PROARQ/UFRJ

Angelica Paiva Ponzio

PROPAR/UFRGS

Camila Gomes Sant'Anna

FAU/UNB

Camilo Vladimir de Lima Amaral

UFG 

Carolina Pescatori Candido da Silva

PPGAU/UnB

Clarissa da Costa Moreira

UFF

Cyntia Santos Malaguti de Sousa

USP

Daniel Ribeiro Cardoso

PPG-AU+D/UFC

Fernando Espósito Galarce

PUC-RIO

Fernando Vasquez Ramos

USJT 

Frederico de Paula Tofani

PPG-ACPS/EAUFMG

Gisela Barcellos de Souza

PPG-ACPS/EAUFMG

Guilherme Nunes de Vasconcelos

PPG-ACPS/EAUFMG

Guilherme Teixeira Wisnik

PPGAU/FAU-USP

Helena Aparecida Ayoub Silva

PPGAU/FAU-USP

José Júlio Lima

UFPA

Karina Oliveira Leitão

PPG/ FAU USP

Kátia Andréa Carvalhaes Pêgo

PPG-Design/UEMG

Laura de Souza Cota Carvalho Silva Pinto

PPG-ACPS/EAUFMG

Laura Fonseca de Castro

PUCMINAS

Leia Miotto Bruscato

PGDesign/UFRGS

Leonardo Izoton Braga

ESDI/UERJ

Letícia Teixeira Mendes

PPG-MDU/UFPE

Liza Maria de Souza Andrade

PPG-FAU/UnB

Luciana Sabóia Fonseca Cruz

PPG-FAU/UnB

Luiz Guilherme Rivera de Castro

PPGAU FAU UPM

Manoel Rodrigues Alves

IAU-USP

Marcela Silviano Brandão Lopes

NPGAU/EAUFMG

Marcelo Silva Pinto

EA/UFMG

Márcia Genésia de Sant´Anna

UFBA

Marcos Felipe Sudré

PPG-ACPS/EAUFMG

Maria Angela Faggin Pereira Leite

PPG/FAU USP

Maria Carolina Mazivieiro

DAUFPR/CEPID CLIMARES, PPU e PPGMAD/UFPR

Maria Lucia Malard

NPGAU/EAUFMG

Maria Paula Albernaz

PROURB/UFRJ

Mariana Fialho Bonates

UFPB 

Maurício José Laguardia Campomori

NPGAU/EAUFMG

Melissa Ramos da Silva Oliveira

UVV

Paola Berenstein-Jacques

UFBA

Paulo Edison Belo Reyes

PROPUR/UFRGS

Raquel Garcia Gonçalves

NPGAU/EAUFMG

Rejane Magiag Loura 

PPG-ACPS/EAUFMG

Renata Baesso Pereira

POSURB-ARQ/PUC-CAMPINAS

Renata Hermanny de Almeida

UFES

Renato Leão Rego

PPU/UEM

Ricardo Alexandre Paiva

PPGAU+D/UFC

Rita de Cássia Lucena Velloso

NPGAU/EAUFMG

Rita de Cassia Pereira Saramago

FAUeD/UFU

Roberto Eustaáquio dos Santos

NPGAU/EAUFMG

Rogério Palhares Zschaber de Araújo

NPGAU/EAUFMG

Sílvia Aparecida Mikami Gonçalves Pina

UNICAMP

Stael de Alvarenga Pereira Costa

PPG-ACPS/EAUFMG

Vera Tângari

PGPP/UFRJ

Vladmir Bartalini

PPG/FAU USP

LOCAL DO EVENTO

APOIO

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