II CONGRESSO INTERNACIONAL DE ESTUDOS DAS DIFERENÇAS & ALTERIDADES: EXPERIÊNCIAS AUTORITÁRIAS E DESAFIOS DEMOCRÁTICOS (OBEDIÊNCIAS E RESISTÊNCIAS)
Submissão de Trabalhos em ST e Painel de IC prorrogadas até o dia 15/10/2024
Prezados Colegas Estudantes e Pesquisadores,
É com imensa satisfação que anunciamos a realização do II Congresso Internacional de Estudos das Diferenças & Alteridades, cujo tema central é "Experiências Autoritárias e Desafios Democráticos: Obediências e Resistências". Este evento, que busca problematizar e compreender aspectos cruciais das dinâmicas autoritárias e democráticas na contemporaneidade, acontecerá entre os dias de 04 a 07 de novembro de 2024, no Campus Universitário de Campo Grande (MS). Nosso congresso visa como objetivo principal promover uma reflexão profunda sobre a formação de sujeitos inclinados ao autoritarismo, mesmo após o término formal de regimes autoritários, como o fascismo no século XX e as ditaduras militares na América Latina. Ao abordar a persistência destas inclinações, propondo um entendimento das condições que ainda favorecem a emergência de atitudes antidemocráticas, pretendemos fomentar discussões que possam contribuir para uma sociedade mais crítica e consciente da necessidade do melhoramento da densidade da democracia. Outro pilar do nosso encontro será a análise dos processos de resistência de sujeitos e movimentos sociais em contextos de experiências autoritárias. Discutiremos como diferentes grupos têm agido para resistir e desafiar estruturas de poder opressivas, encarando embates e enfrentamentos que, por vezes, resultam em fixação, exclusão, genocídio, deslocamentos forçados e precarização da alteridade. Infelizmente, tais fenômenos frequentemente culminam na morte de populações que sofrem sob políticas de austeridade e a supressão da democracia, beneficiando interesses particulares e de bases coloniais. Além de compreender esses desafios, o congresso visa diagnosticar o lastro das pesquisas sobre esta temática, evidenciando enlaces criativos e produtivos com as comunidades científicas e artísticas. Fomentaremos um debate sobre os atos de obediência à autoridade versus a resistência crítica e consciente a estas figuras de poder, buscando fortalecer e renovar nossas abordagens teóricas e metodológicas. Para tanto, é essencial fomentar a institucionalização de Redes de Pesquisas envolvendo Programas de Pós-Graduação da região Centro-Oeste, de outras regiões do Brasil e internacionais. Este intercâmbio, que visa consolidar nossa comunidade acadêmica, prevê também a contribuição para a formação continuada dos professores da rede básica de ensino, valorizando o papel essencial da educação na construção de uma sociedade democrática.
Aguardamos ansiosamente a participação de todos neste evento enriquecedor, na certeza de que juntos poderemos construir um diálogo frutífero para enfrentar os desafios postos pelas experiências autoritárias e fortalecer os caminhos da resistência e da democracia.
Atenciosamente,
Comissão Organizadora
Aguinaldo Rodrigues Gomes (UFMS)
Miguel Rodrigues do Sousa Neto (UFMS)
Marcos Antonio de Menezes (UFG)
Thaís Leão Vieira (UFMT)
Róbson Pereira da Silva (UFSCar)
Eduardo Ramirez Meza (UFMS)
Antonio Ricardo Calori de Lion (UNESP)
Apoio Institucional:
Diretora: Vivina Dias Sol Queiroz
https://fach.ufms.br › direcao
Diretoria de Pós-Graduação. Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação
Diretor: Daniel Henrique Lopes
Comitê Científico
ALCIDES FREIRE RAMOS (Universidade Federal de Uberlândia)
ANA GRAZIELE LOURENCO TOLEDO (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul)
ANA PAULA SQUINELO (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul)
ANTÔNIO FIRMINO DE OLIVEIRA NETO (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul)
DOROTHEE CHOUITEM (Sorbonne Université)
EDVALDO CORREA SOTANA (Universidade Federal de Mato Grosso)
FABIO DA SILVA SOUSA (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul)
FÁBIO EDUARDO CRESSONI (Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira)
GERALDO ADRIANO GODOY DE CAMPOS (Universidade Federal de Sergipe)
GERSON GALO LEDEZMA MENESES (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul)
GUILHERME IGNACIO FRANCO DE ANDRADE (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul)
GUILHERME RODRIGUES PASSAMANI (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul)
HELEN PAOLA VIEIRA BUENO (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul)
HELENA ESSER DOS REIS (Universidade Federal de Goiás)
IARA QUELHO DE CASTRO (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul)
JANETE ROSA DA FONSECA (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul)
JUANA ALMA ROSA SÁNCHEZ OLVERA (Universidad Nacional Autónoma de México)
LUISA CONSUELO SOLER LIZARAZO (Universidad Autónoma de Chile)
MARCELO VICTOR DA ROSA (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul)
Marina Brasiliano Salerno (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul)
MURILO SEBE BON MEIHY (Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Patrícia Zaczuk Bassinello (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul)
PETAR BOJANIĆ (University of Belgrade)
PETERSON JOSE DE OLIVEIRA (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul)
ROGER ANDRÉ PIERRE CHARTIER
ROGÉRIO ZAIM DE MELO (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul)
ROSANGELA PATRIOTA RAMOS (Universidade Presbiteriana Mackenzie)
TAMSIN SPARGO
TANYA SAUNDERS (University of Florida)
VERA LÚCIA FERREIRA VARGAS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul)
PROGRAMAÇÃO DO EVENTO
CHAMADA DE SUBMISSÕES DE PROPOSTAS DE SIMPÓSIOS TEMÁTICOS
A Comissão Organizadora do II Congresso Internacional de Estudos das Diferenças & Alteridades: experiências autoritárias e desafios democráticos (obediências e resistências) torna pública a chamada para submissão de proposição de Simpósios Temáticos (STs). O evento ocorrerá no período entre 04, 05,06 e 07 de novembro de 2024, em formato presencial, conforme as normas que seguem:
Data de submissão: 15 de julho de 2024 a 19 de agosto de 2024 [última prorrogação].
Como se inscrever:
→Enviar propostas para o e-mail: congressodiferencasalteridades@gmail.com
→ Formato de arquivo em .doc ou .docx
→ Obrigatoriedade de assunto de email: [Proposta de ST]
Até o dia 19 de agosto de 2024 estão abertas as inscrições para proposição de Simpósios Temáticos (ST) que poderão ocorrer em um destes três formatos:
1) totalmente presencial;
2) parcialmente presencial;
3) totalmente online.
Na inscrição a modalidade deverá estar explicitada pela(o) proponente.
Pré-requisitos para submissão de proposta:
Ter pelo menos uma pessoa proponente, com Doutorado, de preferência vinculada a um Programa de Pós-Graduação, devendo as demais ter título de Doutor ou Mestre, independentemente de vinculação institucional;
A comissão científica estimula a submissão de propostas abrangentes, que abarque temáticas diversas dentro dos respectivos campos de pesquisa.
Normas de Resumo de ST:
Fonte Times New Roman, tamanho 12, espaço entre linhas 1,5, margens justificadas, superior/inferior 2,5, esquerda/direita 3,0. Formato para envio do arquivo: .doc ou .docx.
O título deve conter no máximo 130 caracteres com espaço, em negrito e alinhado à esquerda. Não usar caixa alta. Ao lado do título deve constar, entre parênteses, se o ST será (Remoto) ou (Presencial).
Autoria, filiação institucional e contato de e-mail logo abaixo do título, alinhado à esquerda. Exemplo: “Carla de Albuquerque e Pontes (Docente do PPGCULT/UFMS). E-mail: carlpontes@ufms.br”.
O texto deve conter entre 200 e 250 palavras;
Abaixo do resumo deve constar três referências bibliográficas que contribuam para a discussão.
Ao submeter uma proposta de ST, as pessoas proponentes concordam com a possibilidade de aprovação, reprovação ou reunião de STs com temáticas similares.
É reservado o direito da Comissão Científica de desclassificar as propostas de STs que não estejam conforme as normas estabelecidas neste edital.
São atribuições dos coordenadores de simpósio temático:
Participar de reuniões de alinhamento em datas a serem definidas;
Receber, avaliar e selecionar os trabalhos inscritos no seu Simpósio Temático, por meio do sistema;
Aprovação e organização das apresentações dos trabalhos avaliados;
Organizar as sessões de apresentação;
Estar presente e coordenar as atividades do ST durante o evento;
Controlar a lista de presença de ouvintes e apresentações e enviar para a Comissão Científica;
Avaliar os trabalhos finais submetidos para publicação.
Simpósio
Temático
Os
STs constituem atividade de grande destaque na programação do evento, já que
oferecem espaço para apresentação e discussão de pesquisas concluídas, ou em
estágio avançado de desenvolvimento. Sua função é reunir pesquisadores
interessados em temas ou em abordagens teórico-metodológicas afins,
proporcionando um momento adequado para o debate acadêmico. Exatamente por isso
espera-se o devido empenho dos coordenadores e demais participantes dos STs, de
modo a garantir o bom andamento das atividades e a qualidade dos trabalhos.
A
proposta de ST deverá ser feita por até três coordenadores. Caberá ao(s)
coordenador(es) avaliar e selecionar as comunicações inscritas no respectivo ST
e definir a programação do grupo, sempre com o objetivo de garantir ampla
participação e tempo necessário para apresentação, discussão e aprofundamento
das questões suscitadas. Os coordenadores, no momento de avaliação dos
trabalhos inscritos no ST, devem observar os pontos anteriores bem como
explicitar os critérios que foram adotados no processo de seleção. Serão
aceitos no máximo 24 trabalhos por cada ST, para que se possa garantir o tempo
mínimo de 15 minutos para cada apresentação. Salientamos que é de exclusiva
responsabilidade dos coordenadores de Simpósio Temático a aprovação e alocação
dos trabalhos inscritos.
Normas
para Resumo:
1. Os resumos deverão estar digitados em editor de texto Word (Office 97-2007), fonte Arial, estilo normal, tamanho 12, em português, espaçamento simples (1,0) entre linhas, com até 700 palavras. O resumo deve ser submetido na plataforma do even.
2.
Utilizar as seguintes margens: superior e esquerda 3.0 cm, margem direita e
inferior 2.0 cm; fonte Arial, estilo normal, em página A4.
Apresentação
de Trabalho em Simpósio Temático.
São oferecidas 24 vagas por Simpósio Temático.
·
Os STs serão os espaços para a apresentação e
discussão de pesquisas concluídas ou em estágio avançado de realização sobre um
mesmo tema.
·
Para a apresentação de trabalho nos Simpósios
Temáticos, exige-se titulação mínima de
Graduado.
·
Cada inscrito poderá apresentar apenas 1 (um) trabalho
em apenas 1 (um) Simpósio Temático. O inscrito deverá escolher 3 (três)
Simpósios Temáticos na ordem de sua preferência.
·
A avaliação, o aceite e a eliminação de trabalhos são
da responsabilidade do(s) Coordenador(es) de cada Simpósio Temático.
·
Além do resumo (com até 700 palavras). Enviar o texto
completo até 15 dias após o término do evento.
·
O certificado de apresentação de trabalho será emitido
somente aos presentes em 75% das atividades do Simpósio.
·
Caso o Simpósio Temático seja cancelado, em razão de
não atingir o número mínimo de 15 participantes, os inscritos serão realocados
nas opções seguintes de sua escolha.
·
Não haverá devolução do valor de inscrição. Caso o trabalho não seja aceito, o
inscrito poderá usar o valor pago na inscrição como Ouvinte.
·
No formulário de inscrição, clicada a opção
"apresentador de trabalho" três caixas podem ser visualizadas - uma
para a inclusão do título do trabalho, outra para inclusão do resumo e mais uma
para inclusão do texto completo. Pode ser utilizada qualquer fonte, pois o
sistema a padronizará (não utilize caixa alta no texto do
resumo, apenas na autoria).
Apresentação
de Painel de Iniciação Científica

As
inscrições para apresentação de Painel de Iniciação Cientifica estarão abertas
entre os dias 23 de agosto até o dia 04 de outubro de 2024, período no qual o
resumo deve ser submetido na plataforma even. A comissão organizadora do II
Congresso Internacional de Estudos das Diferenças & Alteridades:
experiências autoritárias e desafios democráticos (obediências e resistências)
garantirá espaço para as exposições, contudo, o transporte, montagem e
desmontagem, bem como a exposição e a permanência dos painéis serão de
responsabilidade dos proponentes.
Normas
para Resumo:
1. Os
resumos deverão estar digitados em editor de texto Word (Office 97-2007), fonte
Arial, estilo normal, tamanho 12, em português, espaçamento simples (1,0) entre
linhas, com até 700 palavras.
2.
Utilizar as seguintes margens: superior e esquerda 3.0 cm, margem direita e
inferior 2.0 cm; fonte Arial, estilo normal, em página A4.
·
Para a apresentação de trabalho nas Sessões de Painel
de Iniciação Científica, exige-se que o proponente seja aluno de Graduação.
·
Cada inscrito poderá apresentar apenas 1 (um)
trabalho, que será avaliado por mestrandos e doutorandos que tenham afinidade com a proposta.
·
A avaliação, o aceite e a eliminação de trabalhos são
da responsabilidade da Comissão Científica do Congresso.
·
Além do resumo (máximo de 700 palavras). O texto
completo deve ser enviado em até 15 dias após a realização do evento.
·
O certificado de apresentação de trabalho será emitido
somente aos presentes em 75% das atividades da Sessão.
·
Não haverá devolução do valor de inscrição. Caso o trabalho não seja aceito, o
inscrito poderá usar o valor pago na inscrição como aluno de Minicurso ou
Ouvinte.
·
No formulário de inscrição, clicada a opção
"apresentador de trabalho em Painel de Iniciação Científica” três caixas
podem ser visualizadas - uma para a inclusão do título do trabalho, outra para
inclusão do resumo e mais uma para inclusão do texto completo. Pode ser
utilizada qualquer fonte, pois o sistema a padronizará (não utilize caixa alta no texto do resumo, apenas na autoria).
·
Não será permitida a inclusão de orientador(a) como
coautor(a), pois o sistema é especificamente programado para a inscrição de
alunos(as) de graduação.
·
Conferir as regras do design do painel aqui
Instruções
aos inscritos em Simpósios Temáticos e Painel de Iniciação Científica para
publicar os textos integrais nos anais eletrônicos
Os inscritos que apresentarem
trabalho em Simpósios Temáticos terão seus textos publicados nos anais
eletrônicos e devem seguir estas instruções:
1. Apenas serão aceitos
arquivos enviados através da área do inscrito;
2. O texto deve conter de 8 a
15 páginas.
3. Os arquivos deverão ser
salvos na extensão "doc" ou "rtf", digitados em programa
editor de texto no padrão do Microsoft Office Word.
4. Fonte Times New Roman 12 e
espaçamento 1,5, justificado;
5. Margens: superior 3cm,
inferior 2cm, esquerda 3cm e direita 2cm;
6. A autoria (nome completo)
deverá vir abaixo do título, à direita, em caixa alta. Em nota de rodapé
(asterisco) deve ser colocada a Instituição de origem, Titulação e Agência
financiadora, quando for o caso;
7. Os textos não deverão conter
tabulação, colunas ou separação de sílabas hifenizadas;
8. O tamanho máximo de arquivo
aceito é de 3MB. Caso seu trabalho contenha imagens estas deverão ser
escaneadas em 300 dpi no formato TIF ou JPG, dimensionadas no formato de
aproximadamente 5x5 cm e gravadas no próprio documento;
9. As tabelas devem ser
digitadas seguindo a formatação padrão do programa editor de texto;
10. As citações de até três
linhas devem constar entre aspas, no corpo do texto, com o mesmo tipo e tamanho
de fonte do texto normal. As referências devem indicar entre parênteses nome do
autor em letras maiúsculas, ano de publicação e páginas (SILVA, 1993, p. 11-14);
11. As citações a partir de
quatro linhas devem ser em Times New Roman 10, itálico, com recuo esquerdo de 4
cm. As referências devem constar no corpo do texto, entre parênteses, como no
exemplo acima;
12. O uso de notas de rodapé
deve ter apenas o caráter explicativo/complementar. Devem ser numeradas em
algarismos arábis sequenciais (Ex.: 1, 2, 3, etc.) na fonte Times New Roman
10 e espaçamento simples;
13. As referências
bibliográficas deverão ser colocadas no final do texto e de acordo com as
regras da ABNT, dispostas em ordem alfabética por autor.
14. As páginas devem ser
numeradas (margem superior direita), com exceção da primeira.
Simpósios temáticos (Áreas Temáticas)
INCRIÇÕES ABERTAS DE 26 DE AGOSTO A 4 DE OUTUBRO DE 2024
PRESENCIAIS:
ST1. TEIAS DE RESISTÊNCIAS:
MOVIMENTOS INDÍGENAS, DISCURSOS, IMAGENS E REPRESENTAÇÕES (PRESENCIAL)
- Coordenadoras: Iara Quelho de
Castro (PPGCULT/UFMS), Vera Lucia Ferreira Vargas Cesco (PPGCULT/UFMS), Noemia
dos Santos Pereira Moura (UFGD)
A Carta dos Povos Indígenas do
Brasil aos três Poderes do Estado, formulada no âmbito do último Acampamento
Terra Livre (2024) apresenta uma série de indicações, exigências e propostas
indígenas que revelam a resistência e resiliência arduamente vivenciadas por
esses povos. Contemporaneamente, o movimento indígena brasileiro tem se
caracterizado pela atuação em três frentes: formação de lideranças próprias,
articulação entre os povos e parceria com entidades de apoio e com o Estado. As
modalidades de enfrentamento são múltiplas: processos de apropriação, de
argumentações jurídicas, e da comunicação virtual; qualificação universitária;
participação em cargos eletivos; performances, em manifestações públicas,
nacionais e internacionais; participação em cargos eletivos; ocupação de cargos
públicos; movimento de retomada, propostas de descolonização do saber, da
política e da sociedade brasileira. Nesse sentido, o presente simpósio visa a
discussão e reflexão sobre as experiências vividas, os caminhos construídos, as
diferentes formas de luta, os desafios e as possibilidades de continuidade dos
indígenas como sujeitos coletivos e diversos dentro da nação brasileira.
Iniciado na década de 1970, o contemporâneo movimento indígena se consolidou
neste século, mobilizando, organizando e fortalecendo a histórica luta de
resistência que alcançou fóruns internacionais. São vozes insurgentes, que não
se calam Não obstante, os direitos indígenas continuam sendo objeto de descaso,
desconsideração e violência material, simbólica e epistêmica.
ALBERT, Bruce; KOPENAWA, Davi. A
queda do Céu. Palavras de um xamã Yanomami,
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4886744/mod_resource/content/1
/A_QUEDA_DO_CEU.pdf
AMADO, Luiz Henrique Eloy.
Vukápanavo: O despertar do povo terena para os seus direitos. Movimento
indígena e confronto político. Tese (doutorado em Antropologia Social). Museu
Nacional/Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2019.
KRENAK, Ailton. Ideias para adiar
o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2020
SPIVAK, Gayatri Chakraverty Pode
o subalterno falar?
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/7964211/mod_resource/content/0
/spivak-pode-o-subalterno-falar.pdf
ST 2. PATRIMÔNIO CULTURAL,
SABERES LOCAIS E TERRITÓRIOS EM COMUNIDADES TRADICIONAIS (PRESENCIAL)
- Coordenadoras: Dilma Oliveira da Silva
(SEDUC/PA), Maria Helena de Aviz dos Reis (CNPq/UFPA), Norma Cristina Vieira
(PPLSA/UFPA)
Neste simpósio temático
pretendemos discutir três eixos de pesquisa Patrimônio cultural, Saberes locais
e Territórios a partir de estudos em/com comunidades tradicionais (indígenas,
quilombolas, ribeirinhas, agrícolas, costeira, estuarinas). As comunidades
tradicionais possuem saberes que ao longo dos tempos têm se desenvolvido e
sistematizado, o que lhes permitem responder problemas de ordem material,
ligados à natureza e seus recursos, e ainda, ligados à ordem mítica e
simbólica. São saberes fundamentais para garantir a continuidade destas
populações por meio das experiências, das memórias, das ancestralidades e das
oralidades que atravessam e resistem ao tempo. A inserção e o aprendizado dos
saberes locais têm início ainda na infância, e este último, realiza-se pela
prática, pela manutenção e convivência grupal. Tais saberes se articulam em
territórios construídos pelas diferentes relações que atravessam os modos de
vida das comunidades da tradição. Essa tradicionalidade que sustenta os saberes
locais se inscreve nas territorialidades das populações, por intermédio de suas
relações e estratégias, as quais influenciam diretamente na resistência, na
permanência e na (re)existência de um patrimônio cultural. Destarte, a
patrimonialidade cultural que envolve os saberes locais constrói e reconfigura
os territórios em espaços de aprendizagem e salvaguardam práticas e 1 Doutora
em Geografia pela Universidade Federal do Pará (UFPA), mestre em Educação pela
Universidade Estadual do Pará (UEPA), graduada em Geografia pela Universidade
Estadual Vale do Acaraú (UVA). Professora na Secretária Estadual de Educação do
Pará – SEDUC/PA. dilmaanika@gmail.com. 2 Doutora em Antropologia Social pela
Universidade Federal do Pará (UFPA). Mestra em Ciências da Religião pela Universidade
do Estado do Pará (UEPA), graduada em História pela Universidade Estadual Vale
do Acaraú (UVA). Bolsista CNPq pós-doutoramento em Antropologia pela
Universidade Federal do Pará (UFPA). malenaviz.43@gmail.com. 3 Professora da
Faculdade de Educação e do Programa de Pós-Graduação em Linguagens e Saberes da
Amazônia (PPLSA), Universidade Federal do Pará (UFPA), Campus de Bragança
(CBRAG). normacosta@ufpa.br saberes para sua continuidade geracional, de forma
que, é importante garantir as práticas preservacionistas nacionais,
fortalecidas na América Latina, para que se mantenham dialogando com as
políticas internacionais de proteção e preservação do patrimônio cultural e da
memória social, coletiva, individual tão presentes em comunidades da tradição.
Bibliografia
FUNARI, Pedro Paulo.; PELEGRINI,
Sandra de Cássia Araújo. Patrimônio histórico e cultural. Rio de Janeiro:
Zahar, 2006.
SAQUET, M. A. Por uma geografia
das territorialidades e das temporalidades: uma concepção multidimensional
voltada para a cooperação e para o desenvolvimento territorial. 2. ed. Rio de
Janeiro: Consequências, 2015.
DIEGUES, A. C. (org.). Saberes
tradicionais e a biodiversidade no Brasil. São Paulo: USP, 2000.
ST 3. MÍDIAS, LINGUAGENS E
RELAÇÕES DE PODER: OS ESTUDOS CULTURAIS NOS DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS
(PRESENCIAL)
- Coordenadores: Fábio da Silva
Sousa (PPGCULT/UFMS), Patrícia Zaczuk Bassinello (PPGCULT/UFMS)
O presente ST tem como proposta
apresentar um diálogo crítico em pesquisas que realizem investigações em mídias
diversas, como cinema, música, produtos visuais, linguagens digitais e
literárias, entre outras, e suas relações de poder nos embates contemporâneos.
De acordo com Deivison Faustino e Walter Lippold (2023), as mídias digitais não
estão isentas dos embates que impactam a perpetuação das desigualdades sociais
e das ramificações do racismo, que influenciam os algoritmos virtuais. Esses
desafios, de novas linguagens, estão no debate apresentado por Nick Couldry
(2022), que defende uma revitalização dos questionamentos apresentados pelos
Estudos Culturais na contemporaneidade. E, por fim, as disputas das relações de
poder estão nas origens e na legitimidade dos Estudos Culturais, como
salientado no texto clássico de Stuart Hall (2005). Apresentado esse quadro, o
ST promoverá um diálogo interdisciplinar e crítico, no qual, será debatida as
identidades plurais, os posicionamentos ideológicos, entre outras, que estão em
constante lutas nas relações de poder e nas produções de diversas expressões
culturais das mídias e nas linguagens plurais.
ST 4. LINGUAGEM E SOCIEDADE
(PRESENCIAL)
- Coordenadores: José Simão da
Silva Sobrinho (UFU), Flavio da Rocha Benayon (UFMS), Vinicius Massad Castro
(UFMS)
Este Simpósio reúne pesquisadores
que elegem a linguagem (verbal e/ou não-verbal) como observatório das práticas
sociais autoritárias e das resistências que elas suscitam. Essa perspectiva da
linguagem compreende que nas práticas sociais (e a própria linguagem é uma
delas) “não há ritual sem falhas, desmaio ou rachadura” (PÊCHEUX, 1990, p.17).
A equivocidade e a contradição são constitutivas das práticas sociais, de modo
que a constituição do sujeito jamais se ancora em uma identificação plena. O
ritual das práticas autoritárias se quebra no lapso, no ato falho, na
insolência, produzindo derivas nos sentidos. A resistência ameaça a
administração dos sentidos dominantes fazendo intervir nas práticas sociais
autoritárias o invisível, o alhures, o não-realizado, viabilizando novos pontos
de ancoragem para diferentes processos de identificação do sujeito. Em suma, na
imaginária unidade do sujeito e do social, rachaduras se abrem, a despeito da
vontade dos grupos no poder. Esse Simpósio propõe o debate dessas disputas de
sentidos que configuram práticas autoritárias e práticas de resistência na
democracia contemporânea no que concerne a raça, gênero, sexualidade,
identidade, conhecimento, comunicação, política, economia, cultura etc. Nessa
direção, são bem-vindos trabalhos que reflitam sobre as noções de dominação e
de resistência, tensionem os sentidos estabilizados de democracia, descrevam as
disputas de sentidos, explicitem as equivocidades e contradições nas práticas
discursivas. Enfim, serão aceitos trabalhos de diferentes áreas de conhecimento
e perspectivas teóricas que, por meio da análise da linguagem, produzam
conhecimento sobre práticas sociais autoritárias e práticas de resistência.
Referências bibliográficas
sugeridas:
FOUCAULT, Michel. A ordem do
discurso. 3. ed. São Paulo: Loyola, 1996.
MIGNOLO, Walter D. Desobediência
epistêmica: a opção descolonial e o significado de identidade em política.
Cadernos de Letras da UFF, Niterói, RJ, nº 34, p. 287-324, 2008.
PÊCHEUX, Michel. Delimitações,
inversões, deslocamentos. Cadernos de Estudos Linguísticos, Campinas, SP, v.
19, p. 7–24, 1990.
ST 5. POR OUTRAS EXPERIÊNCIAS
NEGRAS: IDENTIDADES, DIFERENÇAS E RESISTÊNCIAS (PRESENCIAL)
- Coordenadores: Murilo Borges
Silva (UFJ), Thiago de Araujo Folador (UFJ), Michael Douglas dos Santos (UFJ)
A persistência das experiências
autoritárias no Brasil e no mundo evidencia os desafios que ainda enfrentamos
para a consolidação de uma plena democracia. No Brasil, temos sido perturbados
pelos arroubos de uma extrema-direita barulhenta, que facilita a circulação de
discursos de ódio, racistas, homofóbicos, transfóbicos, machistas, entre
outros. Essa dinâmica contribui para a construção de estruturas de poder que
visam silenciar ou marginalizar as experiências de grupos sociais como negros,
indígenas, LGBTQIA+, mulheres pobres, entre outros. Como resultado, observa-se
a produção ou reafirmação de identidades, hierarquias, assimetrias e diferenças
que rotulam corpos e comportamentos como reprováveis ou abjetos. No entanto,
esses corpos resistem e ressignificam suas práticas com o intuito de
sobreviver, mobilizar, pressionar por novas experiências em sociedade e
desafiar as estruturas de poder opressivas. Diante da necessidade de refletir
sobre outras vivências da população negra, este simpósio busca agregar pesquisas
que destaquem tais experiências, especialmente aquelas que se afastam das
perspectivas coloniais e eurocentradas. O objetivo é promover diálogos
interdisciplinares entre pesquisadores, estudantes e professores do Ensino
Básico, cujo foco de investigação evidencie as lutas, resistências,
protagonismos, memórias, histórias e outras experiências da população negra,
considerando diferentes áreas do conhecimento. Ao lançar este olhar sobre as
trajetórias desses sujeitos, acreditamos ser possível problematizar os
processos de racialização, subalternização e resistência negra, contribuindo
assim para a construção de uma sociedade verdadeiramente democrática.
Referências:
CUNHA, Marcelo Nascimento
Bernardo da. Teatros de memórias, palcos de esquecimentos – culturas africanas
e diásporas negras em exposições. 2006. Tese (Doutorado em História social).
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, PUC-SP. São Paulo, 2006.
GOMES, Nilma Lino. O movimento
negro educador: saberes construídos nas lutas por emancipação. Petrópolis, RJ:
Vozes, 2017.
GONZALEZ, Lélia. Por um Feminismo
Afro-Latino-Americano: Ensaios, Intervenções e Diálogos. Rio Janeiro: Zahar,
2020.
HOOKS, bell. Ensinando a
transgredir: a educação como prática da liberdade. Tradução: Marcelo Brandão
Cipolla. São Paulo: Editora Martins Fontes, 2017.
RIBEIRO, David. Por uma política
cultural antirracista. São Paulo: Intermeios, 2023.
SANTOS, Boaventura de Sousa;
MENESES, Maria Paula. (Orgs.) Epistemologias do Sul. São. Paulo: Editora
Cortez, 2010.
ST 6. CULTURA E POLÍTICA: DIÁLOGOS ENTRE
ESTÉTICA E PODER (PRESENCIAL)
Róbson Pereira da Silva (UFSCar)
e Thaís Leão Vieira (UFMT)
Este simpósio foi idealizado como
um espaço de troca e debate para estudos que abordam as práticas culturais como
foco central de pesquisa. Buscando uma compreensão dos processos que abarquem a
multiplicidade de sujeitos, pesquisadores de diferentes áreas, que consideram a
cultura um campo privilegiado de reflexão, têm se empenhado em entender as
práticas pelas quais os sujeitos constroem suas realidades, tanto individual
quanto coletivamente. Nas narrativas dominantes, as representações
frequentemente generalizam e homogeneízam; porém, quando escapam dessa
autoridade, as diferenças tornam-se evidentes, provocando deslocamentos
ideológicos. Este simpósio tem como objetivo acolher trabalhos que
problematizem as imagens e significações das narrativas hegemônicas,
reconhecendo a temporalidade performática que se molda a cada momento e que
também se manifesta em narrativas marginais, fronteiriças, tensas e desiguais,
refletindo sobre os usos do passado no contexto contemporâneo. Dessa forma,
serão consideradas as diversas manifestações artísticas e suas relações de
poder, sejam elas emergentes, residuais ou hegemônicas, nos embates que se
estabelecem no contexto histórico em que foram produzidas.
Referências:
HOOKS, bell. Anseios:
raça, gênero e políticas culturais. São Paulo: Editora elefante, 2019.
LIMA, Luiz Costa. História.
Ficção. Literatura. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
NASCIMENTO, Elisa Larkin. Abdias
Nascimento, a luta na política. São Paulo: Editora Perspectiva, 2021.
SALIBA, Elias Thomé; VIEIRA,
Thaís Leão; ALMEIDA, Leandro Antonio de. Além do riso: reflexões sobre o humor
em toda parte. São Paulo: LiberArs 2021.
SILVA, Robson Pereira. Ney
Matogrosso... Para Além do Bustiê: Performances da Contraviolência na Obra
Bandido (1976-1977). Curitiba: Editora Appris, 2020.
VIEIRA, Thaís Leão. Allegro
ma non tropo: ambiguidades do riso na dramaturgia de Oduvaldo Vianna Filho. São
Paulo: Edições Verona, 2018.
WILLIAMS, Raymond. Uma tradição
do século XIX. Cultura e Sociedade―de Coleridge a Orwell. Petrópolis: Vozes,
2011.
ST 7. EDUCAÇÃO, LINGUAGEM E
MARCADORES DA DIFERENÇA DA CONTEMPORANEIDADE (Presencial)
Aguinaldo Rodrigues Gomes (UFMS),
Marcelo Victor Rosa (UFMS) e Peterson José de Oliveira (UFU)
O simpósio tem por objetivo
abranger pesquisas concluídas ou em andamento que apresentam abordagens
relacionadas ao campo teórico conceitual do gênero, teoria feminista, e
interseccionalidade que permitem compreender o gênero em relação com outros
marcadores sociais da diferença e a defesa de um feminismo múltiplo e
contraditório, em que gênero, classe social e raça se entrelaçam, identidade em
contraste com a ideia de uma coesa e estável e seus desdobramentos nas
políticas curriculares contemporâneas. Assim, a partir da interseccionalidade
entre categorias, como sexo/gênero, classe/etnia, geração, buscamos compreender
o atravessamento de formas afetadas de violência produzidas tanto no nível dos
discursos jurídicos, políticos, midiáticos que fomentam práticas de exclusão e
violências diretas, que podem ser físicas, psicológicas e sexuais, com vistas a
compreender os processos de vulnerabilidade social em relação à cidadania
feminina, aos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres, ao silenciamento, à
precarização da vida e ao extermínio das mulheres cis/ trans e da população
LGBTQIA. Contudo, também acreditamos na potência de se pensar a agência e os
processos de resistência implicados nos processos de subjetivação dos sujeitos
frente aos acionamentos dos marcadores sociais da diferença.
ST 8. DIFERENÇAS, ALTERIDADES E
LINGUAGENS: ELABORAÇÃO DE SUBJETIVIDADES, TENSÕES E NEGOCIAÇÕES NA
CONTEMPORANEIDADE (PRESENCIAL)
Miguel Rodrigues de Sousa Neto,
PPGCult/CPAQ/UFMS; Victor Hugo da Silva Gomes Mariusso (UFG); Marcos Antonio de Menezes (UFJ)
A contemporaneidade pode ser
compreendida como um período de debates e de práticas que consideram as forças
presentes na construção das diferenças, seja nos processos de subjetivação e/ou
naqueles de aproximação e constituição dos diversos grupos sociais. Tais forças
são assimétricas e exercidas tanto pelos grupos hegemonicamente estabelecidos
na sociedade, quanto pelos grupos contra hegemônicos e alternativos. A
colonialidade que atravessa e sustenta as relações internas e transnacionais
tende a naturalizar os processos de racialização atrelados à subalternização
das pessoas não brancas, da subordinação de classe, da manutenção do sexismo e
da machocracia, assim como dá suporte à violência contra pessoas lésbicas,
gays, bissexuais, transexuais, travestis, intersexos, assexuais e demais pessoas
com variabilidade de gênero ou de orientação sexual (lgbti+). Os amplos grupos
transformados em “minorias” pelo discurso hegemônico têm, historicamente, refutado
o lugar social a eles atribuído, assim como produzido práticas e discursos contra
hegemônicos ou alternativos. Deste modo, este Simpósio Temático tem a pretensão
de reunir trabalhos que considerem a produção social das diferenças, os processos
de subjetivação dela derivados, a produção e circulação de conhecimentos acadêmicos
ou não dos grupos sociais formados pelas maiorias silenciadas, suas práticas
religiosas, a elaboração artística expressa na literatura, no cinema, na performance,
na música, nas artes plásticas e outras formas de produção simbólica, modos de
vida e de organização social. Importa, ainda, considerar os processos e exemplos
de resistência e emancipação dos grupos e sujeitos historicamente subalternizados,
na busca de uma sociedade mais equitativa e democrática.
Referências bibliográficas
COLLINS, Patrícia Hill &
BILBES, Sirma. Interseccionalidade. São Paulo: Boitempo,
2021.
HALL, Stuart. Cultura e
representação. Organização e revisão técnica de Arthur
Ituassu. Rio de Janeiro: Editora
da PUC/Rio; Apicuri, 2016.
JAMESON, Fredric. Arqueologias do
futuro: o desejo chamado Utopia e outras
ficções científicas. Trad. Carlos
Pissardo. 1 ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2021.
MATOS, Maurício (org.).
Dissidências subalternas no cinema brasileiro:
redemocratização, juventude,
territórios e violência estruturais. Salvador: Editora
Devires, 2021.
ROCHA, Rose de Melo (org.).
Artivismos musicais de gênero: bandivas, travestis,
gays, drags, trans, não-bináries.
Salvador: Editora Devires, 2021.
SANTOS, Antônio Bispo dos. A
terra dá, a terra quer. São Paulo: UBU
Editora/Piseagrama, 2023.
SIMAS, Luiz Antonio. O corpo
encantado das ruas. 6 ed. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 2020.
REMOTO
ST 9. HISTÓRIA, MEMÓRIA,
PATRIMÔNIO, TRADIÇÃO E AMBIENTE NO CERRADO (REMOTO)
- Coordenadores: Hamilton Afonso de Oliveira
(PPGHIS/PPGAS-UEG), Wesley Ribeiro Alves (PPGH/UFG-GO)
A presente proposta de simpósio
pretende reunir pesquisadores de História e áreas afins que tenham como objeto
de estudo e reflexões a dinâmica histórica da relação homem/sociedade/natureza
no Cerrado no contexto de desenvolvimento os impactos da modernização provocada
pela globalização/mundialização do capital ao longo do século XX e XXI no
Centro-Oeste. Período que a paisagem do Cerrado passou por profundas
transformações, sobretudo a partir da construção de Goiânia e de Brasília que
contribuíram para a intensificação de políticas de integração e desenvolvimento
regional que culminaram na modernização do campo, urbanização e
industrialização. Por conseguinte, resultaram em grandes impactos nas formas de
produzir e de relacionar com a Natureza, marcadamente, na transformação da
agricultura e pecuária tradicional, voltada para o mercado interno, para uma
produção especializada alicerçada nos princípios do agronegócio e
agroindústria. Tais ações promoveram alterações significativas nos modos de
viver e no bioma Cerrado no pós-1970 trazendo consigo impactos socioambientais
e culturais significativos, alcançando a memória, o patrimônio e as tradições
locais. Nesta perspectiva, o presente simpósio temático pretende receber
propostas de trabalho que tenham como resultados de pesquisas impactos sociais,
econômicos, culturais e ambientais na região do Cerrado, em um contexto marcado
pelos paradigmas científico-tecnológico, globalização/mundialização do capital,
aquecimento global e os desafios de conciliar crescimento com sustentabilidade
e a preservação do patrimônio cultural, histórico e ambiental. PALAVRAS-CHAVES:
História, modernização, urbanização e tradições.
REFERÊNCIAS
BERTRAN, Paulo. História da
terra e do homem no Planalto Central: eco-história do Distrito Federal. 2. ed.,
4. reimpr. Brasília: Ed. Universidade de Brasília, 2011.
OLIVEIRA, Hamilton Afonso de. A
construção da riqueza no sul de Goiás, 1835- 1910. São Paulo: Pimenta Cultural,
2023. Disponível gratuitamente no site: A Construção da Riqueza no Sul de
Goiás, 1835-1910 (pimentacultural.com)
WORSTER, Donald. Para fazer
história ambiental. Revista Estudos Históricos, v. 4, n. 8, p. 198-215,
1991.Disponível: Para fazer história ambiental | Revista Estudos Históricos
(fgv.br)
ST 10. DIFERENÇA, EQUIDADE E DESIGUALDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL (REMOTO)
- Coordenadoras: Marcela Boni Evangelista
(USP), Simone dos Santos Pereira (FATEC/USP)
As sociedades são organizadas,
majoritariamente, de modo adultocentrado, relegando às crianças, às infâncias e
às culturas infantis papeis subalternos. A idade e outros marcadores sociais da
diferença tais como raça, gênero, sexualidade, classe, região, religião,
profissão, estão imbricados no desenvolvimento histórico e cultural dos povos.
Por sua composição hierárquica, classificatória e estrutural, as desigualdades
são produzidas e reproduzidas na sociedade e entre adultas/ es/ os e crianças
da comunidade escolar em diversas situações do cotidiano. Tais discriminações
afetam no presente e no futuro a subjetividade daquelas/ es envolvidas/ es/ os
no processo, sobretudo aquelas/ es que sofrem as violências do etarismo,
racismo, sexismo, aporofobia, capacitismo, entre outras. As diferenças e as
desigualdades, assim como ações para a superação delas, estão no cerne deste
simpósio temático que busca dar visibilidade a experiências democráticas e
antidemocráticas na Educação Infantil. Ponto que merece destaque em nosso
escopo diz respeito à formação docente, uma vez que são tais sujeitas/ es/ os
responsáveis por diversas dimensões da construção das noções de infância, bem
como agentes e espectadores de situações que promovem ou não atitudes
democráticas em relação às crianças. Nesse sentido, buscamos aqui pesquisas
sobre um ou mais marcadores sociais, incluindo estudos teóricos, históricos,
documentais, práticos e relatos de experiência. Os trabalhos podem analisar
relações entre as crianças, brinquedos e brincadeiras, literatura, cultura
material escolar, docência, práticas pedagógicas, currículo, gestão entre
outros temas.
Referências Bibliográficas
ADICHIE, Chimamanda. O perigo de
uma história única. TED Talk, 2009. Disponível em: https://www.ted.com/talks/chimamanda_adichie_the_danger_of_a_single_story.
NUNES, Mighian Danae. Mandingas
da infância: as culturas das crianças pequenas na escola municipal Malê Debalê,
em Salvador (BA). 2017. Tese (Doutorado em Educação) - Faculdade de Educação,
Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017. Disponível em: doi:10.11606/T.48.2018.tde-05122017-130043.
OLIVEIRA, Fabiana. ABRAMOWICZ,
Anette. Infância, Raça e “Paparicação”. Educação em Revista. Belo Horizonte, v.
26, no. 2, p. 209-226, ago. 2010. Disponível em: www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-46982010000200010.
ZAMBONI, Marcio. Marcadores
Sociais da Diferença. Sociologia: grandes temas do conhecimento (Especial
Desigualdades), São Paulo, v. 1, p. 14 - 18, 01 ago. 2014. Disponível em: https://edisciplinas.usp.br/mod/resource/view.php?id=3040037&forceview=1.
ST 11. QUANDO PASSADO E PRESENTE SE ENTRECRUZAM:
PESQUISA, ENSINO E EXTENSÃO NO COMBATE AOS ECOS E NAS TENTATIVAS DO
AUTORITARISMO (REMOTO)
- Coordenadores: Ary Albuquerque Cavalcanti
Junior (Profhistória/UFMT), Katiuscia Moreno Galhera (UEMS), Monique Francielle
Castilho Vargas (UEMS)
Nos últimos anos acompanhamos uma
escalada sem precedentes de correntes de extrema direita, as quais não apenas
reacenderam temas, como trouxeram-nos para o cenário perigoso do revisionismo
ideológico e do negacionismo. Nesse contexto, a sociedade brasileira foi
afetada nos mais diversos campos, perpassando tanto as universidades, quanto as
escolas, as quais passaram a ser alvos diretos desses discursos. Logo, temas
como Ditadura Militar, Gênero, Racismo, Povos Indígenas, LGBTQIPA+ dentre
outras passaram a sofrer diferentes formas de distorção e de politização por
parte de correntes ditas conservadoras. Como consequência, ainda observamos
perseguição a professores de Humanidades, adoecimento mental de docentes,
criminalização de povos indígenas e de movimentos sociais, dentre outras formas
violentas de silenciamento e intimidação sobre grupos diversos. Dessa forma, o
presente simpósio busca agregar pesquisas, práticas de sala de aula, de
movimentos sociais e relatos de experiência que contribuam para o combate às
diferentes formas de desigualdades contra os ecos do autoritarismo e do
esquecimento nas suas variadas possibilidades e temporalidades do Brasil.
Convidamos professores/as/es, pesquisadores/as/es, pessoas ligadas aos
movimentos indígenas, negros, LGBTQIAPN+ e feministas para apresentar relatos
de suas pesquisas e/ou experiências.
Referências:
FOUCAULT, Michel. Vigiar e
punir. Leya, 2013.
LUCINDO, William R. S. et all
(Org.). Relações étnico-raciais, gênero e história: Debate, Pesquisa e Ensino.
1. ed. Santa Maria: Arco Editores, 2023.
PINSKY, Jaime; PINSKY, Carla
Bassanezi. Novos combates pela história: Desafios- Ensino. Editora
Contexto, 2023.
ST 12. A EDUCAÇÃO EM INTERFACE
COM A COLONIALIDADE DO SER, SABER, PODER, VIVER E DE GÊNERO: CULTURAS E
IDENTIDADES (HÍBRIDO)
- Coordenadoras: Silvana
Colombelli Parra Sanches (IFMS), Daniele Gonçalves Colman (UCDB), Bruno Roberto
Nantes Araújo (UFMS)
Sulear nossos escritos acadêmicos
a partir de epistemologias outras é produzir ciências, saberes e conhecimentos
como forma de transgressão e resistência às relações desiguais entre culturas,
linguagens e expressões artísticas que se traduzem em diferenças sociais, até
porque, “A discussão entre igualdade e diferença está fortemente associada aos
processos de discriminação por sexo, raça, cor, religião, convicção filosófica
ou política, diferenças culturais, entre outros”. (SANTIAGO; AKKARI; MARQUES,
2013, p. 35). A colonialidade do poder, expressão do sociólogo peruano Aníbal
Quijano, quer designar um dos elementos constitutivos e específicos do padrão
mundial do poder neoliberal vinculado à posição racial/étnica da população do
mundo que “[...] opera em cada um dos planos, meios e dimensões, materiais e
subjetivos, da existência social quotidiana e da escala societal.” (QUIJANO,
2010, p. 84). Aborda-se aqui o neoliberalismo para além de um sistema econômico
hegemônico, mas como projeto civilizatório que se articula com a mundialização
cultural e produz a diferença colonial. Busca-se uma abordagem histórica sobre
a ideia de “descolonialidade”, a qual se estrutura de diversas maneiras a
partir de contextos específicos e de sentidos que lhe são imputados. Nesta
perspectiva, problematiza-se concepções teóricas que promovem a monocultura da
mente, que hierarquizam culturas e identidades outras, o que incide inclusive
na organização da cadeia produtiva e de consumo em escala global. Desta
maneira, esta mesa interessa-se em dialogar com os trabalhos que se articulam
em torno da perspectiva pós-colonial e anti utilitarista das culturas e saberes
plurais de forma a contemplar a pluriversidade na universidade.
Referências:
ARAUJO, Bruno Roberto Nantes.
Combatendo o apagamento linguístico: As línguas indígenas de sinais no Brasil.
Albuquerque: revista de história, vol. 15, n. 29, jan.-jun. de 2023.
e-issn:2526-7280. p. 123-146.
QUIJANO, Anibal. Colonialidade do
poder e classificação social. In: SANTOS, Boaventura Souza; MENESES, Maria
Paula. (Orgs.). Epistemologias do Sul. Coimbra: CES, 2009.
SANTIAGO, Mylene Cristina;
AKKARI, Abdeljalil; MARQUES, Luciana Pacheco. Educação Intercultural: desafios
e possibilidades. Petrópolis: Vozes, 2013.
ST 13. AS RESISTÊNCIAS DE GÊNERO:
LUTAS POLÍTICAS E ESTÉTICAS SUBVERSIVAS (REMOTO)
- Coordenadora: Cleonice Elias da Silva (UEMG)
Este seminário temático tem a
intenção de reunir pesquisas de diferentes níveis que estudam as resistências
que se dão a partir das questões de gênero em contextos autoritários do passado
ou nas democracias contemporâneas. São resistências que se manifestam através
das lutas políticas ou até mesmo por meio de expressões artísticas em suas
diferentes linguagens. Nesse sentido, a perspectiva interseccional será
considerada, uma vez que não é possível situar essas lutas políticas e
expressões artísticas sem considerar o atravessamento por classe e raça que
caracteriza as questões de gênero. As discussões a serem realizadas
possibilitarão uma percepção sobre os direcionamentos dos estudos atuais
tratando-se dos campos de lutas que são engendrados considerando-se a categoria
gênero. E como esses estudos estão ou não situados nas esferas de lutas
políticas contemporâneas, uma vez que as questões de gênero são marcadas
historicamente por tentativas de processos de silenciamentos, aspecto que torna
a pesquisa acadêmica sobre o tema um ato político e uma forma de romper com os
referidos processos. A importância de realizar as reflexões neste seminário
temático não diz respeito apenas à pretensão de reunir um grupo de
pesquisadoras/es especialistas no assunto para a delimitação dos aportes
teóricos de um campo de pesquisa existente na atualidade, mas para pensarmos
possibilidades de enfrentamento das formas de opressões que se fazem presentes
nas nossas realidades e que marcam as nossas experiências coletivas e subjetivas.
BUTLER, Judith. Problemas de
gênero: feminismo e subversão da identidade. 22ªed. Tradução: Renato Aguiar.
Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2022.
GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo
afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. Rio de Janeiro: Zahar,
2020.
VIVEROS VIGOYA, Mara. As cores da
masculinidade: experiências interseccionais e práticas de poder na Nossa
América. Tradução: Alysson de Andrade Perez. Rio de Janeiro: Papéis Selvagens,
2018.
ST 14. MEMÓRIAS, IDENTIDADES E RESISTÊNCIAS (REMOTO)
- Coordenadora: Sandra Nara da
Silva Novais (UFJ)
Este Simpósio Temático tem por
objetivo reunir pesquisas que englobam memórias, identidades e resistências de
diferentes sujeitos, povos e grupos sociais. A memória, Maurice Halbwachs
(2013), é um fenômeno que deve ser entendido como uma construção coletiva e
social em constante transformação, que se insere na dinâmica da vida real e
integra o processo de formação da identidade de um ser, ou grupo social.
Michael Pollak (1992), dá ênfase à noção de memória individual, sendo essa
constituída tanto por pessoas, personagens, como pelos lugares de memória. Para
Pierre Nora (1993), os lugares de memória possibilitam o sentimento de
reconhecimento e de pertencimento de um grupo numa sociedade em constante
processo de mudanças. Para Pollak a instituição de uma memória hegemônica ou
oficial é fruto de disputas sobre os significados do passado e se constitui em
“batalhas pela memória”, entre dominantes e marginalizados, para validar quais
discursos de memória terão visibilidades e quais serão silenciados. Esses
embates são mais acirrados principalmente quando dizem respeito a processos
históricos traumáticos como as ditaduras civil- militares na América do Sul. No
entanto, ainda que exista um discurso oficial de memória isso não implica na
inexistência de outros discursos sobre o passado, pois as memórias que não
encontram ecos no discurso oficial não deixam de circular em outros espaços. Em
determinados momentos essas memórias que foram silenciadas emergem, como atos
de resistência, na esfera pública causando fissuras no discurso oficial e
modificando a percepção sobre os acontecimentos passados.
Referências bibliográficas:
HALBWACHS, M. A memória
coletiva.Tradução: Beatriz Sidou. 2. ed. São Paulo: Centauro, 2013.
POLLAK, M. Memória e identidade social.Estudos
Históricos, Rio de Janeiro, v. 5, n. 10, p. 200-212, 1992.
NORA, P. Entre memória e
história: a problemática dos lugares. Tradução: Yara Khoury. Projeto História,
São Paulo, n.10, p.7-28, dez. 1993.